A-importância-da-tentativa-e-erro-ao-escrever

Ao optar por escrever uma obra, seja ficção ou não – ou mesmo um título acadêmico -, é natural que o autor (em especial um iniciante) se sinta inseguro quanto à narrativa a ser adotada, ou mesmo à ordem de apresentação de elementos e personagens ao longo do texto. No entanto, o que se pode garantir é que não há alternativa: é um exercício de tentativa e erro.

De fato, não se sinta pressionado a escrever a sua obra-prima já na primeira tentativa, pois isso simplesmente não acontecerá. Todos os grandes autores que já passaram por este mundo – e cujas obras foram preservadas para que as conhecêssemos – precisaram passar por inúmeras revisões, reescrever trechos (ou mesmo a obra inteira) e debater suas ideias antes de alcançar o resultado pretendido. Tal como dizia o inventor norte-americano Thomas Edison, “o gênio é 10% inspiração e 90% transpiração”.

E para tentar, não há necessidade de um roteiro: pode-se começar pelos pensamentos das personagens; pelo fim ou o meio da história; pela escolha e alguns elementos que estarão presentes na narrativa; ou ainda uma cena que poderá ter importância central no enredo. O mais importante, com efeito, é que se transcreva a idéia, ou o impulso que o inspirou a tentar – ou seja, é “sair da inércia”.

Quando houver já uma quantidade razoável de ideias postas no papel, aí será possível ordená-las e esboçar uma narrativa que reúna todos os elementos, e dê um sentido geral à obra que se pretende escrever.  Ainda assim, não se deve pensar que essa primeira narrativa é a definitiva, ou que esses primeiros elementos serão obrigatórios. A graça de se escrever uma obra é justamente a total liberdade que se tem para elaborá-la, sendo a sua inspiração o único limite para o desenvolvimento do texto.  Por fim, cabe ressaltar: a única coisa que te separar daquela história incrível que você tem na cabeça é o primeiro passo – começar a escrever!