Inércia e a morte da criatividade – Blog

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A Inércia é a morte da criatividade? Se você é escritor provavelmente já escutou frases como “onde você encontra criatividade para suas histórias?”, “você deve ser a pessoa mais criativa que eu conheço” e mais. E apesar de muitos acharem que a criatividade é um dom divino, que ou você tem ou você não tem, especialistas discordam. Claro que há mais facilidade para algumas pessoas, mas ela deve ser praticada, estudada e estimulada.

No livro Os Segredos da Criatividade – Técnicas Para Desenvolver a Imaginação, Evitar Bloqueios e Expressar, de Silvia Adela Kohan, ela explica que essa “inspiração” pode ser adquirida, aprendida e treinada. Todo mundo tem potencial para a criação, só que é preciso ser observador. O mundo inteiro é um fonte da qual você pode – e deve – beber para ter boas ideias: Pessoas, paisagens, músicas, trechos de conversas, acidentes e muito mais.

É só saber ouvir. A autora fala de forma simples, rápida e no estilo de manual de instruções sobre as etapas do processo criativo, como se aprimorar, pegar referências e como colocar ideias no papel, além de falar sobre o temível bloqueio criativo.

É possível fugir do bloqueio? Como acabar com a inércia?

E por falar em bloqueio, o administrador Ernesto Berg fala que é possível, sim, fugir dele. A inspiração é como se uma calha estivesse entupida com folhas, sujeiras e lama, impedindo que a água flua livremente. Com a nossa mente é a mesma coisa, é preciso limpá-la, tirar tudo de velho e sedimentado lá para que as novas ideias possam correr.

Segundo ele, existem alguns bloqueadores de criatividade:

  • O exagero do raciocínio lógico e da objetividade, afinal, pensar nisso desde o início do seu processo criativo faz com que ideias e soluções originais sejam descartadas.
  • A acomodação e a passividade podem servir para o relaxamento, mas como Silvia Adela Kohan afirmou a criatividade deve ser praticada. A inspiração pode até vir de repente e de forma inesperada, mas apenas porque você a estava exercitando antes de alguma forma.
  • O medo da crítica faz com que tenhamos medo de colocar as ideias mais loucas e ousadas no papel, o que pode inibir muitos escritores e contaminar seu processo criativo.
  • A falta de disciplina e perseverança é uma grande barreira, pois muitas vezes o escritor desiste do projeto na metade porque não tem uma constância de trabalho.
  • O apego a normas e padrões pode ser bom em algumas áreas, mas quando somos escritores é preciso se libertar e estar disposto a criar coisas novas, inovadoras e muitas vezes estranhas.

Outras opções?

Outra leitura muito indicada na hora de soltar a inspiração é Roube Como Um Artista, de Austin Kleon. A mensagem é clara: Você não precisa ser um gênio para ser criativo. Basta estar rodeado de pessoas e obras e se inspirar nelas – não copiar ou plagiar. Isso é roubar como um artista, ser um cleptomaníaco de boas ideias e adaptá-las.

Os conselhos, divididos em 10 partes, são válidos para toda e qualquer área de atuação, mas autores se identificam muito, tanto que a dica nº 3 é “Escreva o livro que você quer ler”. Cheio de imagens, desenhos, diagramas, trechos em destaque e parágrafos bem espaçados, é aquele tipo de obra que é um deleite para os olhos e que vai ativar sua criatividade sem fazer muito esforço.

E para finalizar, deixo aqui uma das frases mais importantes de Roube Como Um Artista: “A inércia é a morte da criatividade”.

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By |2019-01-19T18:32:06-03:0021 de março de 2018|

Um Comentário

  1. Eligio Rodrigues de Azevedo e Silva 21 de março de 2018 em 17:06 - Responder

    De todos os males que podem gerar um bloqueio total ou parcial numa pessoa(escritor) o pior dele é sem dúvidas a falta de condição de publicar seus escritos, Falta de recursos financeiros. Isso é atualmente meu grande problema, há quatro meses que não escrevo nem uma linha se quer e não consigo completar uma linha de uma
    rima poética. Eu só atribuo essa desorganização mental a falta de verba para completar meus trabalhos, ppois romances ou um livro qualquer de nada servirão se não forem publicados, esse é meu dilema talvez de muitos aqui no Brasil ou no mundo. Respeitosamente Eligio de Azevedo

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